quarta-feira, 30 de março de 2011
O homem do cântaro de alabastro.
Caros amigos imortais, como sabeis moro numa terra fria e distante,cercada, arrojada e o mar que nos cerca empurra- nos para o deserto com suas vagas inquietas,pois elas, as ondas inquietas levantam-se a cada manhã, taças quebram-se com gritos ardentes vindo da floresta, ruídos assustadores cercam casas e vilarejos assustando pequenos moradores indefesos!
Alguns amparam- se na ROCHA e estão seguros do vingador de sangue,dos números,outros estao fora dos muros de ROCHA da cidade e correm perigo!
Um homem caminha no deserto,procurando a força do unicórnio, com trincheiras pesadas ele carrega seu cântaro e espera no crêpusculo, a cidade de refúgio tirada da herança dos levitas!
Enquanto leviatãs na madorna sonham em devorar o homem que desbravando busca no altar a açao sem mácula do louvor,amendoeiras florecem ao som do sino e da espada que tilinta no meio do arraial!
O que será do Homem?
A aurora e o orvalho materializado da palavra o salvará?
O fruto da oliveira nao mente em seu coração,fazendo- se transbordar o ólio puro da adoraçao, adquirido na domesticação da fé que há anos ele agrega na tenda da congregação de suas primicias!
A fogueira, ele acendeu, a porta ele fechou, o alabastro ele encheu-o de mirras, no cântaro tem água, aloés e canas aromáticas!
Mas na taça a força da areia o machuca!
Sairá a areia da taça?
A tocha apagar-se-à?
O Sinal da besta mente e na calada da noite vestindo-se da morte e percorre aqueles que desceram na altura da mangedoura,pois ali está a altura do CRISTO,pois ele sabe que ali, ele, o homem do cântaro esconde-se!
Mas o homem crê que como maçãs de ouro em salvas de prata assim é a palavra de DEUS, dita ao seu tempo!
Ele veste-se de linho puro e branco e nas caladas noturnas, quando o natural aconchega-se, ele procura a porta do segredo e se alimenta da intimidade das cores de seu próprio manto.
Enquanto a chuva cai e depois evapora,enquanto o arco-íris fenece,enquanto o vento deixa de cantar e o fulgor dos relâmpagos dormem, nós seres, não filósofos,nem antropólogos ou teólogos caminhamos além de um véu que se rasgou e enchertados na oliveira ungimo-nos do ólio de nosso próprio fruto.
Frutificando a verdade,a fé, a humildade, esperanca, enfim frutificando o amorrrr......
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Tive que ir ao dicionário,mas amei o blog!!
ResponderExcluiro Homem do cântaro é mesmo de alabastro.Puro, fino, polido, mármore raro.
Deste cântaro Cris entorna sua maquilagem, Nahara deposita seus brinquedos e onde muitas vezes coloquei minhas lágrimas.